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21/05/2008

Manifesto das empresas do Transporte Coletivo de Florianópolis pela redução do preço do óleo diesel

Florianópolis, 06 de maio de 2008. Manifesto das empresas do Transporte Coletivo de Florianópolis pela redução do preço do óleo diesel Vimos, em nome de toda a população brasileira, e por tratar-se de questão que afeta a sociedade por inteiro, apresentar este Manifesto junto com as empresas operadoras do transporte coletivo em todo o País. É sabido que em decorrência de decisões políticas tomadas no Brasil, há décadas, priorizou-se o automóvel (transporte individual) em detrimento do transporte coletivo. Tal fato ocorreu quando as cidades brasileiras decidiram seguir o modelo americano, com baixo subsídio ao transporte público e gasolina barata. Uma política urbana que estimula o uso do carro, todos hão de convir, é contrária à inclusão social, contrária à distribuição de renda e ainda favorece fenômenos como o que se vê nas principais cidades brasileiras, onde o trânsito entrou em colapso. Sem contar os prejuízos ao meio-ambiente – leia-se aquecimento global - que comprovadamente o excesso de automóveis em circulação contribui para agravar. Por outro lado, não faltam exemplos de cidades que adotaram uma política urbana eficiente, como Curitiba e Bogotá (capital da Colômbia). Contudo, não é propósito deste manifesto condenar o transporte individual nem tampouco ignorar a notável contribuição do carro à mobilidade urbana que tanto contribuiu para o desenvolvimento das cidades. Trata-se, antes, de uma constatação inevitável: o grande cenário urbano sofre as conseqüências do uso desenfreado de carros enquanto o transporte coletivo vive marginalizado e estigmatizado pela sociedade. Carro, no Brasil e em muitos países do mundo, está relacionado a status, imagem, prazer, liberdade e outras tantas compensações criadas pela mídia, ao passo que a antítese de tudo isto é o ônibus, o trem, o metrô, o transporte marítimo, a bicicleta e outros. Contraditoriamente, milhões de pessoas dependem do transporte coletivo para os seus deslocamentos diários dentro da malha urbana e muitos não têm acesso a ele devido aos preços das tarifas. A tributação excessiva sobre o óleo diesel é com certeza uma das principais causas dos preços praticados pelas empresas em todo o território brasileiro e, como se não bastasse, onera o preço dos alimentos e outros produtos transportados sobre rodas. Num país em que a principal via de transporte é a rodoviária, torna-se lógico inferir que a quase totalidade dos alimentos e outros produtos trazem embutido o custo do óleo diesel, configurando uma discrepância evidente: o consumidor paga menos pela gasolina e mais pelos alimentos. Gasta-se mais para comer do que para transitar em automóvel particular, numa chocante inversão de prioridades. Ou seja, o ônus que a sociedade vem pagando pelas aparentes vantagens do transporte individual, pela facilidade de aquisição do carro próprio e pela gasolina barata é muito maior do que se pode imaginar. Diante de tantas e tamanhas disparidades, só nos resta apelar para o bom senso dos nossos governantes e pedir, em nome de toda a população brasileira, que não se cometa mais este reajuste sobre o óleo diesel. Pedimos, ainda, que o Poder Público subsidie o óleo diesel, como faz com a gasolina, chamando a atenção para o fato de que a gasolina teve um aumento de 100,5% em 5 anos (2000 a 2005), enquanto o óleo diesel subiu 217,4% no mesmo período. Com certeza este subsídio irá desonerar o custo do transporte público para a população brasileira, promovendo, juntamente a outras ações empreendidas pelo Governo, uma legítima inclusão social. Como grande dos brasileiros, acreditamos que o atual governo vem trabalhando incansavelmente para resgatar a dignidade de um povo castigado por históricas omissões e que mais uma vez dará provas de sua honradez. Waldir Gomes da Silva Presidente do SETUF – Sindicato das Empresas do Transporte Urbano em Florianópolis.

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